
O Brasil recebeu entre os dias 19 e 22 de agosto a visita de John Barker, diretor-geral da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). A agenda, organizada em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Consevitis-RS, incluiu reuniões com representantes do setor público e privado, visitas técnicas a vinhedos e uma coletiva de imprensa em Bento Gonçalves (RS).
Esta foi a primeira vez que um diretor-geral da OIV realizou uma missão tão extensa na América do Sul, passando por cinco países em 25 dias. No Brasil, Barker destacou o potencial da vitivinicultura nacional e defendeu a necessidade de maior integração científica e técnica entre o país e a organização.
Segundo ele, a diversidade de terroirs, o avanço tecnológico e o dinamismo dos produtores colocam o Brasil em posição estratégica no mercado global. “O vinho brasileiro, o suco e os derivados da uva têm enorme potencial. É importante fortalecer essa imagem junto aos consumidores e formadores de opinião internacionais”, afirmou.

A sustentabilidade esteve entre os principais temas tratados durante a visita. Barker ressaltou que a vitivinicultura pode ter papel central em questões ambientais, territoriais e sociais, desde que apoiada em práticas responsáveis e baseada em conhecimento científico.
O Brasil também foi reconhecido pela contribuição de seus especialistas nas comissões da OIV. Além de já ter sediado o Congresso Mundial da Vinha e do Vinho em 2016, o país ocupa posições de liderança técnica, como a da pesquisadora Fernanda Spinelli, à frente da Subcomissão de Métodos de Análise, e de Alinne Barcelos, que assumirá o Grupo de Segurança Alimentar em 2025.
Para Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS, a missão abre espaço para novos avanços. “A visita representa uma oportunidade de ampliar a presença brasileira nos fóruns técnicos da OIV e valorizar ainda mais o vinho nacional”, disse.
O Ministério da Agricultura avaliou a presença de Barker como estratégica para o fortalecimento do setor. De acordo com o diretor do DIPOV/SDA, Hugo Caruso, a aproximação com a OIV reforça o reconhecimento internacional da qualidade da vitivinicultura brasileira e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade, inovação e competitividade.
Sobre a OIV
A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) é uma entidade científica e técnica intergovernamental, com sede em Dijon, na França. Atualmente, reúne 51 países membros responsáveis por cerca de 90% da área vitícola global e 88% da produção mundial de vinhos. Reconhecida como referência mundial para o setor, a organização promove normas, diretrizes e cooperação científica em áreas como viticultura, enologia, métodos de análise, legislação e saúde do consumidor.
Fonte: Sublinha! Comunicação
Leia também: Minas celebra seus vinhos com o Festival Uai Wine





