
13 de março é o Dia da Riesling, uma das uvas brancas mais elegantes do mundo. Mas ela guarda uma curiosidade: alguns vinhos feitos com ela podem lembrar… gasolina.
Sim, é verdade. Alguns Rieslings desenvolvem aromas que remetem a combustível, querosene ou petróleo. E isso não é um defeito, pelo contrário, pode ser um indicativo de evolução e complexidade do vinho.
O responsável por essa característica é um composto natural chamado TDN (1,1,6-trimetil-1,2-dihidronaftaleno), que surge durante o envelhecimento. Ele não é aditivo, nem contaminação; faz parte da química natural da uva.
A presença do TDN está relacionada a fatores como a exposição solar das uvas, o grau de maturação e o tempo de guarda. Por isso, vinhos mais envelhecidos tendem a apresentar esse aroma com mais frequência.
Enquanto em outros vinhos uma nota de combustível poderia ser considerada um defeito, no Riesling clássico ela indica tipicidade, complexidade e evolução em garrafa.
Regiões como Mosel e Rheingau (Alemanha), Alsace (França) e Wachau e Kamptal (Áustria) são famosas por produzir Rieslings com essa característica, especialmente aqueles com alguns anos de garrafa.

Além do aroma de petróleo, a Riesling é conhecida por seus perfumes de limão, maçã verde, pêssego, flores brancas e mineralidade, sempre acompanhados de acidez vibrante e grande longevidade.
Portanto, da próxima vez que sentir um leve aroma de gasolina em um vinho, não estranhe: você pode estar diante de um grande Riesling evoluído.
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