
Você já ouviu falar numa universidade do vinho? Pois é. Ela agora é realidade. E não é na França e nem em Portugal. Estamos falando de Maricá, cidade do litoral fluminense que acaba de anunciar um projeto ousado e, ao que tudo indica, transformador: a Universidade do Vinho de Produtos Agroecológicos Especiais.
Apesar do nome comprido, a ideia é simples e poderosa: unir pesquisa, sustentabilidade e turismo num só lugar. E mais. Não se trata apenas de vinho. A universidade vai estudar e produzir queijos finos, charcutaria artesanal, pernil pata negra, fármacos naturais e até cosméticos livres de agrotóxicos. Tudo com uma pegada agroecológica e foco na alta qualidade.

O projeto vai funcionar com dois polos. Um campus principal em Maricá, com foco no turismo enológico e nas caves de vinho. E um campus avançado em Paraíba do Sul, na Serra do Rio, onde vai acontecer a produção vitivinícola e os experimentos agrícolas. A inspiração vem dos grandes nomes europeus do vinho, como o Douro português. Mas aqui, com um tempero tropical e sustentável.
E quem está por trás disso? O prefeito de Maricá, Washington Quaquá. Ele garante que o município está pronto para liderar um novo modelo de agronegócio. Um modelo mais ético, tecnológico e de alto padrão. Nas palavras dele: “O Brasil vende muito material primário pro mundo. A ideia aqui é gerar valor, pesquisa e turismo de qualidade.”

Para liderar academicamente essa nova empreitada, Maricá já tem um nome confirmado, o professor Leonardo Cury, especialista em fitotecnia e manejo da videira no Instituto Federal do Rio Grande do Sul. A nomeação dele reforça a proposta da universidade de unir o conhecimento técnico do Sul com o potencial enológico do Sudeste.
A iniciativa já começa a movimentar a cadeia produtiva. Produtores da Região Serrana, como a Vinícola Caiafa, em Nova Friburgo, celebraram a notícia e defendem que essa universidade pode ser a ponta de lança de uma rota do vinho fluminense. A proposta é ligar litoral e serra por uma nova visão de futuro, em que o vinho é só o começo. A valorização da agricultura familiar, a troca entre saberes técnicos e populares e a abertura de espaços para a formação de novos profissionais também estão na essência desse projeto.
Ah, e se você está pensando que isso tudo é conversa de especialista, calma. A ideia é justamente incluir. Criar um ambiente onde o vinho não é só bebida, mas cultura, experiência e educação. Seja você um enófilo de longa data ou alguém que só conhece o nome do rótulo que tomou no fim de semana, essa universidade pode te surpreender.

Maricá quer se posicionar como referência nacional e internacional no tema. E a gente, como bons curiosos e apaixonados pelo que é feito com propósito, vai acompanhar de perto esse novo capítulo da vitivinicultura e da agroecologia brasileira.
Fonte: Agenda do Poder
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