Vinho sem álcool não é suco: entenda como é feito

O consumo de bebidas desalcoolizadas tem crescido em diversas partes do mundo, acompanhando uma tendência de saúde, bem-estar e escolha por estilos de vida mais equilibrados. Entre essas bebidas, o vinho sem álcool vem ganhando destaque. Ao contrário do que muitos imaginam, ele não é simplesmente suco de uva. O vinho sem álcool passa por um processo completo de fermentação, como qualquer vinho tradicional, e só depois tem o álcool retirado. A bebida é produzida a partir de uvas da espécie Vitis vinifera, usadas nos vinhos finos. Quando o teor alcoólico final é inferior a 0,5%, ela pode ser classificada como vinho sem álcool.

Existem diferentes métodos utilizados para a retirada do álcool, todos voltados a preservar ao máximo o sabor, aroma e as propriedades do vinho original. Um dos métodos é a fervura controlada, em que o vinho é aquecido com cuidado, geralmente sob vácuo, para permitir a evaporação do álcool sem comprometer os demais componentes. Outro método é a osmose reversa, em que o vinho passa por filtros que separam o álcool e a água dos compostos aromáticos. A água é reintegrada posteriormente, enquanto o álcool é descartado. Há também a técnica de destilação a vácuo, que reduz a pressão sobre a bebida e permite a evaporação do álcool em temperaturas mais baixas, o que ajuda a preservar melhor suas características sensoriais.

Em relação ao sabor, o vinho sem álcool tende a apresentar diferenças perceptíveis. Nos vinhos secos, é comum uma sensação mais adstringente, pois o álcool normalmente contribui para equilibrar os taninos e a acidez. Nos suaves, o dulçor tende a se sobressair, o que pode agradar certos paladares. Mesmo com essas mudanças, a bebida tem conquistado espaço como uma alternativa interessante para quem busca evitar o álcool sem abrir mão da experiência de degustar um vinho.

Além disso, o vinho sem álcool mantém muitos dos benefícios nutricionais associados ao vinho tradicional. Ele continua sendo rico em polifenóis e flavonoides antioxidantes, compostos que estão associados à melhora da circulação sanguínea, redução da pressão arterial, diminuição dos níveis de colesterol e menor risco de doenças cardiovasculares. Por essas razões, o vinho sem álcool tem se consolidado como uma opção saudável, segura e socialmente inclusiva para diferentes perfis de consumidores.

Leia também: Taypá celebra o Dia dos Namorados com sobremesa exclusiva para dois

Comentários
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Quem Sou

Sou Etienne Carvalho, jornalista, sommelier formada pela ABSRS e pela FISAR, com qualificação nível 3 WSET. Atualmente, atuo como diretora e professora da ABS-DF e sigo me aprofundando no mundo do vinho como estudante de Enologia. Apaixonada por vinhos, viagens, leitura e escrita, criei este espaço para compartilhar minhas experiências e descobertas com quem, assim como eu, acredita que o conhecimento e a paixão tornam cada taça ainda mais especial.

Categorias

Veja Também

Novello: o vinho jovem da Itália

Na Itália, o termo “Novello” é usado para vinhos tintos muito jovens, elaborados e lançados…

Do frio à taça: a arte dos vinhos de gelo

  Os vinhos de gelo, conhecidos como Ice Wine ou Eiswein, são produzidos a partir…

Operação Sommelier combate descaminho de vinhos

Na manhã de 15 de janeiro de 2026, a Polícia Federal (PF) e a Receita…

Don Romano destaca sabores leves para o verão

Referência da gastronomia italiana em Brasília, o restaurante Don Romano destaca opções refrescantes e receitas…