Vinhos indianos: moda ou futuro gigante?

A Índia ainda está longe dos principais países produtores de vinho, mas vem ganhando atenção no cenário internacional. Com produção concentrada em Nashik, no estado de Maharashtra, o país já responde por cerca de 12 milhões de litros por ano — e deve crescer ainda mais.

Hoje, quase 90% da produção nacional está em Nashik, conhecida como o “Napa Valley da Índia”. Vinícolas como Sula Vineyards e Grover Zampa lideram o setor e já receberam prêmios em concursos internacionais.

O mercado interno também está aquecido. Estimativas apontam que o consumo pode dobrar até 2028, impulsionado por jovens urbanos e mulheres de classe média. Embora o consumo per capita ainda seja baixo — cerca de 20 ml por ano —, o ritmo de crescimento chama a atenção de marcas globais.

Além dos vinhos tintos, rosés e espumantes ganham força. A Chandon, por exemplo, lançou espumantes produzidos na Índia com boa aceitação do público local.

Entre os desafios estão os impostos elevados e a legislação estadual complexa, que encarece e dificulta a distribuição. Mesmo assim, os vinhos indianos vêm se consolidando como opção acessível no mercado interno, especialmente com as altas taxas sobre importados.

Com investimentos em tecnologia, turismo de vinho e aumento na qualidade, a Índia começa a deixar de ser apenas uma curiosidade e pode, sim, se tornar um novo gigante da vitivinicultura.

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Quem Sou

Sou Etienne Carvalho, jornalista, sommelier formada pela ABSRS e pela FISAR, com qualificação nível 3 WSET. Atualmente, atuo como diretora e professora da ABS-DF e sigo me aprofundando no mundo do vinho como estudante de Enologia. Apaixonada por vinhos, viagens, leitura e escrita, criei este espaço para compartilhar minhas experiências e descobertas com quem, assim como eu, acredita que o conhecimento e a paixão tornam cada taça ainda mais especial.

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