Uvas exóticas que merecem sua atenção

O mundo do vinho vai muito além das variedades mais conhecidas como Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay. Algumas uvas menos populares — mas repletas de história, complexidade e singularidade — têm ganhado espaço entre enófilos curiosos e produtores inovadores. Conheça algumas dessas castas exóticas que vêm se destacando em diferentes cantos do mundo.

A Petit Manseng, originária do sudoeste da França, é uma uva branca aromática e versátil, com alta acidez. Usada tanto para vinhos doces quanto secos, entrega notas de damasco, mel e especiarias, sendo ideal para harmonizações com queijos intensos e foie gras.

Na Itália, especialmente no Trentino, a Teroldego se destaca como uma uva tinta elegante e vibrante. Seus vinhos mostram frutas negras, violeta e uma notável mineralidade. É uma excelente opção para acompanhar massas ao ragu ou carnes grelhadas.

A georgiana Rkatsiteli é uma das uvas mais antigas do mundo e resistente ao frio. Com sabores que lembram maçã verde, mel e especiarias, ela é tradicionalmente usada na produção de vinhos âmbar fermentados em ânforas.

Ainda na Geórgia, a Saperavi chama atenção por ser uma das raras uvas tintas com polpa escura, característica conhecida como teinturier. Produz vinhos intensos e estruturados, com notas de amora, couro e taninos firmes, ideais para envelhecimento.

A País, no Chile — também conhecida como Mission nos Estados Unidos — foi uma das primeiras variedades levadas ao continente americano pelos colonizadores espanhóis. Após anos de esquecimento, voltou à cena em vinhos naturais, leves, frutados e refrescantes.

Da ilha de Santorini, na Grécia, a Assyrtiko é uma uva branca cultivada em solos vulcânicos, famosa por sua acidez elevada e caráter mineral. Seus vinhos acompanham perfeitamente pratos com peixes, frutos do mar e toques cítricos.

Já na Hungria, a estrela do icônico vinho doce Tokaji é a Furmint. Essa uva branca entrega acidez marcante, notas tropicais, mel e um perfil oxidativo que também funciona bem em versões secas.

A francesa Trousseau, do Jura — chamada de Bastardo em Portugal — é uma tinta rara e delicada, com aromas de cereja, terra úmida e especiarias. Ganhou notoriedade recente em vinhos leves e elegantes.

Por fim, a Grillo, da Sicília, é uma uva branca com muita personalidade. Seus vinhos trazem aromas cítricos e florais com um toque salino, sendo perfeitos para os dias quentes e pratos mediterrâneos.

Essas uvas exóticas mostram a diversidade e riqueza do universo vitivinícola. Para além do tradicional, elas convidam o consumidor a explorar novos aromas, texturas e origens.

Leia também:  Sulfito no vinho: vilão ou aliado da qualidade?

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Quem Sou

Sou Etienne Carvalho, jornalista, sommelier formada pela ABSRS e pela FISAR, com qualificação nível 3 WSET. Atualmente, atuo como diretora e professora da ABS-DF e sigo me aprofundando no mundo do vinho como estudante de Enologia. Apaixonada por vinhos, viagens, leitura e escrita, criei este espaço para compartilhar minhas experiências e descobertas com quem, assim como eu, acredita que o conhecimento e a paixão tornam cada taça ainda mais especial.

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