
Aplicativo Tchin Tchin aposta em gestão digital de degustações e acompanha crescimento do setor, que faturou R$ 21,1 bilhões em 2025
O mercado de vinhos em Brasília avança em direção à transformação digital com a chegada do aplicativo Tchin Tchin, plataforma voltada à gestão de confrarias e grupos de degustação. Escolhida como ponto de partida para a expansão do projeto no país, a capital federal reforça seu papel como polo estratégico para experiências enogastronômicas e consumo de rótulos premium.
O movimento acompanha a evolução do comportamento do consumidor e a profissionalização do setor. Segundo dados da Ideal Consulting, o mercado brasileiro de vinhos movimenta cerca de 400 milhões de litros por ano e encerrou 2025 com faturamento de R$ 21,1 bilhões, crescimento de quase 10% em relação ao período anterior.
A proposta do Tchin Tchin é modernizar a organização das confrarias, digitalizando processos que ainda são feitos manualmente, como gestão de eventos, elaboração de fichas técnicas, avaliação de rótulos e interação entre os participantes. O lançamento oficial da plataforma ocorreu no restaurante Santé Lago, em Brasília.
Para Paulo Vasconcellos, diretor de Tecnologia da Mira Artis, o perfil consumidor da capital federal favorece a adoção de ferramentas voltadas à experiência do vinho. “Brasília possui um público qualificado, que busca praticidade sem abrir mão da experiência social proporcionada pelas confrarias. A tecnologia surge como um elo entre tradição e inovação”, afirma.
A especialista em vinhos e sócia da distribuidora Pissolatti Vinhos, Renata Pissolatti, destaca que a digitalização fortalece o relacionamento entre os participantes. “As confrarias vão além da degustação. Elas criam conexões e fortalecem vínculos. A tecnologia amplia essa experiência e contribui para uma jornada mais personalizada no universo do vinho”, avalia.
Brasília tem se consolidado como um dos principais mercados consumidores de vinhos de maior valor agregado no país. Com forte presença de restaurantes especializados, eventos segmentados e consumidores atentos à curadoria de rótulos, a cidade se tornou referência para importadoras e vinícolas que buscam posicionamento premium no Centro-Oeste.
Segundo Jairo Macedo da Rocha, sócio-proprietário da Quartetto Vinhos e Vinhedos, iniciativas voltadas à digitalização tendem a impulsionar ainda mais o setor. “Ferramentas como o Tchin Tchin ajudam a modernizar a logística dos encontros e facilitam a troca de conhecimento entre produtores, especialistas e consumidores”, destaca.
Fonte: FSB Comunicação





