
A forma como cada pessoa percebe o vinho pode variar mais do que se imagina. Além das preferências individuais, a genética também está entre os fatores que influenciam a experiência sensorial durante a degustação.
Diferenças na percepção de características como taninos, acidez, amargor e álcool ajudam a explicar por que algumas pessoas apreciam determinados estilos de vinho, enquanto outras preferem perfis completamente diferentes.
A ciência utiliza o termo “preferência gustativa” para descrever essas diferenças na forma como o cérebro percebe os sabores. Parte dessa variação está relacionada aos genes ligados aos receptores de sabor, tornando algumas pessoas mais sensíveis a determinadas sensações.

Entre os exemplos mais conhecidos estão os chamados “super tasters”, grupo formado por pessoas com maior quantidade de papilas gustativas e elevada sensibilidade aos sabores.
Para esses indivíduos, vinhos tintos muito tânicos podem parecer mais agressivos, enquanto bebidas como café e alguns vegetais podem apresentar amargor mais intenso. Já outras pessoas podem perceber essas mesmas características de forma mais suave.
Especialistas também apontam que a genética não é o único fator envolvido na construção do paladar. Cultura, memória afetiva, experiências, hábitos alimentares e treino sensorial contribuem para a forma como cada indivíduo se relaciona com os sabores.
Por isso, um mesmo vinho pode ser considerado elegante por uma pessoa e mais duro por outra. No universo da degustação, essas diferentes percepções fazem parte da experiência e reforçam que o gosto pessoal também desempenha papel importante na apreciação da bebida.
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