
A degustação promovida pela Del Maipo, no Fogo de Chão, em Brasília, foi uma oportunidade de conhecer diferentes momentos da história da vinícola uruguaia Toscanini. Em um encontro reservado para sommeliers e convidados, o enólogo Juan Toscanini apresentou rótulos e safras da casa, ao lado do sommelier Eugenio Cue. Mais do que provar vinhos, a experiência permitiu acompanhar na taça como eles se transformam depois de muitos anos de garrafa.

Os grandes destaques, para mim, vieram justamente do tempo. Nos brancos, os Chardonnay 2000 e 2004 surpreenderam pela longevidade. O 2004 foi um dos meus preferidos: já bastante evoluído, trazia notas de mel, frutas secas, cera, tostado e especiarias, mas ainda conservava acidez e uma interessante sensação de frescor. É aquele tipo de vinho que mostra que grandes brancos também podem envelhecer muito bem. Resumi esse vinho a mel e sal. Mel no nariz e muita salinidade no paladar.

Nos tintos, a experiência foi a vertical do Adagio. Anos 2000, 2002 e 2004. Literalmente os primeiros vinhos produzidos pela Toscanini. Meu preferido foi o 2002, com os aromas terciários já em primeiro plano, lembrando couro e trufas, taninos mais integrados e bom equilíbrio. Colocar três safras lado a lado deixou muito evidente como o vinho muda com o tempo, sem necessariamente perder sua identidade.

E tem novidade: a Del Maipo está lançando uma caixa com essas três safras do Adagio 2000, 2002 e 2004 justamente para proporcionar essa experiência de degustação vertical. Agora só falta fazerem o mesmo com os Chardonnay antigos, porque eu já deixei meu nome na lista.

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