
A Confraria da Videira deste mês teve a oportunidade de apreciar as diferentes expressões da Alvarinho pelo mundo. O encontro aconteceu no restaurante Dom Francisco da ASBAC e reuniu oito vinhos em uma degustação às cegas: dois da Espanha, dois de Portugal, um do Brasil, dois do Uruguai e um intruso italiano, um Greco di Tufo. Ao todo foram 12 participantes.

A tarde teve ainda um momento especial. Um dia depois de Leonildo Santana conquistar, pela segunda vez, o título de Melhor Sommelier de Brasília pelo Prêmio Encontro Gastrô, o chef e sommelier Flávio Vieira fez questão de propor um brinde em sua homenagem. Flávio lembrou também do Professor Antônio Duarte, fundador da Associação Brasileira de Sommeliers de Brasília-DF, destacando que Leonildo honra a memória de quem tanto ensinou a ele.
Os oito vinhos da tarde:

1. Garzón Single Vineyard Albariño 2024 – Bodega Garzón, Uruguai
2. Arca Nova Alvarinho – Quinta das Arcas, Portugal
3. Hermann Alvarinho Barricado – Vinícola Hermann, Brasil
4. Pazo Señorans Albariño – Pazo de Señorans, Rías Baixas, Espanha
5. Bouza Albariño 2024 – Bodega Bouza, Uruguai
6. Cutizzi Greco di Tufo – Feudi di San Gregorio, Itália 🇮🇹 (o intruso!)
7. Deusa Nai Albariño – Marqués de Cáceres, Rías Baixas, Espanha
8. Soalheiro Alvarinho 2024 – Quinta de Soalheiro, Portugal
Foi uma ótima oportunidade para perceber como a mesma variedade pode assumir expressões tão diferentes de acordo com terroir, clima e estilo de elaboração.

E o desafio foi grande: ninguém gabaritou! Gabriel Cunha Campos, do Palomina Wine Bar, acertou seis dos oito vinhos e conquistou o título de “Nariz de Ouro” da noite. Flávio Vieira e eu acertamos cinco e dividimos o segundo lugar.
Meus destaques
Meu grande destaque foi o Pazo Señorans, o quarto vinho. Um Rías Baixas com acidez crocante, muita mineralidade e enorme vivacidade. Um vinhaço!
Na outra ponta, minha decepção foi o vinho nº 7, o Deusa Nai, também de Rías Baixas. O caráter herbáceo estava tão evidente que cheguei a imaginar que fosse um corte com Sauvignon Blanc. Para mim, apresentou uma expressão que sugeria menor maturação das uvas.
O Soalheiro e o Garzón Single Vineyard também se destacaram pela vivacidade, persistência e equilíbrio. Sem dúvida, fizeram jus à reputação de seus produtores.
E o intruso? O Cutizzi Greco di Tufo mostrou por que foi uma ótima escolha para confundir a turma. Seu nariz um pouco exótico confundiu. Sua intensidade mineral remeteu facilmente a um bom exemplar de Albariño de Rías Baixas.
Mais uma vez, Marcos Rachelle arrasou na seleção e na organização da degustação.
Agora, já agendamos o próximo encontro e tema. Será em setembro e serão degustados os vinhos do Rhône!
Confraria da Videira
A confraria da Videira foi montada por Marcos Rachelle, proprietário da Videira Vinhos para além de apresentar grandes vinhos aos sommeliers da cidade, também aprimorar o olhar técnico dos participantes e fortalecer a cultura do vinho na capital federal.





